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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Verdade

Por Glicéria Gil 
Neste dia de eleições refugio-me nas palavras de Drummond. Para partilhar essa verdade que habita em cada um de nós.

Clicar na imagem para ler

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Acabei de votar

Por Glicéria Gil 
Acabei  neste preciso momento de fechar o envelope que vai levar o meu voto até à sede da APEI. Tive que o fazer hoje porque VOTO POR CORRESPONDÊNCIA. 

A APEI sem os seus associados não existiria, não teria sentido. São estes que lhe dão voz, que a acarinham, que lutam por ela, que cooperam, que trabalham, que reflectem, que dão todos os dias um pouco de si em troca de formação, informação, projectos, participação, conhecimento, propostas de acção, etc. 

E tudo na vida se baseia neste conceito de reciprocidade, partilha, luta por um bem comum que a todos pertence e que todos têm o direito de usufruir. Ser associado é uma mais-valia pessoal, profissional e social. Todos os que vivenciam esta experiência sabem e sentem como é importante pertencer à APEI, ou a outra qualquer associação de Educação de Infância. Todo este "paleio" vem a propósito do que implica ser profissional de educação de infância e actuar em conformidade. E esta questão atravessa a nossa vida em todos os sentidos, seja através de contactos reais ou virtuais

Nós, elementos da LISTA B fomos "bombardeados", ao longo deste processo eleitoral, com comentários de simpatizantes da LISTA A (certamente que mais ainda virão, pois parece que existe uma necessidade imperiosa de encontrar "falhas") que tentaram pôr em causa algumas opiniões de membros do movimento +APEI ... E com isto estou simplesmente a constatar um facto, que sendo feito em contexto virtual tornou-se real aos nossos olhos. Que cada um faça a sua leitura e tire as ilações que entender sobre o que foi escrito e publicado. Só quero realçar, que o anonimato que caracterizou  a maioria dos comentários (porque será sempre "anónima" uma pessoa que diz chamar-se Maria, José ou outro nome qualquer, mas cuja identificação não é possível conhecer) deu azo à imponderação e à falta de abertura a outras opiniões, que podem e devem ser imperiosamente diferentes da nossa para que possamos dizer que vivemos numa sociedade que respeita a liberdade de expressão. É a tal pluralidade que o movimento +APEI colocou em destaque e que é a base da sua filosofia associativa. 

Por alguma razão coloquei uma imagem digitalizada de uma página de um CEI, já bem antiga, no post infra. É uma imagem com uns bons anitos, mas que ao ser do meu "tempo" e de alguns associados da APEI revela a sua pertinência. Sou uma pessoa do passado, 32 anos de Educação de Infância, com uma visão penso que clara e objectiva do presente, e uma perspectiva de futuro incógnita. 
Procurei encontrar nesse passado uma visão para o futuro, que parece ser a preocupação de muitos de nós.  Já em 1988, tal como podem constatar pela imagem que ilustra este post, esperava-se que houvesse duas listas com programas "competitivos" e apelava-se à participação dos sócios. 
Hoje, em 2010 já não esperamos ter, temos efectivamente duas listas... e também apelamos à participação. 
Mas serão as nossas  listas competitivas? Incentivaremos a participação?  Promoveremos as iniciativas e o empenho de todos os associados e simpatizantes?

  
CEI, nº 6 de 1988   © APEI

Para terminar lanço ao repto aos membros da LISTA B e seus seguidores, para que neste último dia antes das eleições continuem este post, façam novos posts, comentem, mandem um e-mail, aproveitem este espaço para "dar uma palavrinha" a todos aqueles que nos acompanharam diariamente (cerca de 2300 visitas desde 16 de Janeiro 2010). Os blogs são assim mesmo, espaços de partilha, interacção, aprendizagem e formação. E só assim é que fazem sentido. Se não pretendemos a participação e o envolvimento dos outros criamos outra coisa qualquer, mas não lhe chamemos blog. 
Da minha parte agradeço o vosso apoio, os comentários (TODOS sem excepção), a participação, o testemunho, o envolvimento e a dinâmica que por aqui se evidenciou.

Nota: Alargaria o repto a todos os educadores (Lista A e seguidores) mas ainda me vinham para aqui dizer como quem não quer a coisa, que eu estava a ... ora bem, convenhamos!!!

ADENDA: Que fique bem claro!!! O movimento +APEI  nunca aludiu a comentários de membros da LISTA A (não o poderia fazer porque os mesmos nunca comentaram neste blog). Refere-se sim aos simpatizantes dessa mesma lista, que como se pode verificar, continuam a comentar por aqui e aos quais temos procurado dar resposta.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Todos merecemos…


…Poder pensar, e fazê-lo reflectindo em conjunto. E merecemos também poder fazer perguntas e manifestar perplexidades. Como estas:

Será que é só para alguns isto, esta possibilidade, renovada pela vida fora (atentemos na actualidade: estamos a viver a era do ser humano aprendente e construtor do seu conhecimento ao longo da totalidade do seu tempo de vida!), de edificar um percurso em que, naturalmente, vamos (TODOS) podendo construir - e tendo, consequentemente, para apresentar - as ”tais provas dadas”? Construir este caminho é ou não um direito inalienável de todos… sim ou não? E será que “ser pessoa com provas dadas” é algo de inato, como marca característica de nascença, halo carismático, iniciático, a que apenas alguns têm, poderosamente, acesso e privilégios de utilização? Porquê?

Será que o conceito de que “todos merecemos ter as mesmas oportunidades” só é válido para os “nossos meninos”? Afinal, o que querem dizer as palavras, o que sentimos, quando as lemos e as ouvimos, sobre a sintonia que têm com o “que vai na alma das gentes”?

Tem sido notado por aí (em grande parte nos comentários que vão aparecendo em blogues e acções de campanha), que uma das listas candidatas aos órgãos sociais da APEI representa a "continuidade", a "confiança", a “permanência", o "bom trabalho" e que a outra lista representa a "mudança", a "insegurança", o "desconhecimento"...

Esta adjectivação, estamos em crer, tem sido definida e apresentada por pessoas que não têm acompanhado a vida da Associação nos últimos anos.

Se é certo que uma das listas apresenta um conjunto de pessoas que militam nos órgãos sociais actualmente eleitos, também não é menos verdade que uma parte importante dos "candidatos" da outra lista tem prestado, de forma activa e voluntária, uma colaboração intensa com a Associação, contribuindo para o valor, prestígio e pertinência que lhe reconhecemos quando, nos dias de hoje, nos referimos a ela.

A ver:
A São Bracons foi elemento eleito de uma anterior Direcção (onde, por exemplo, se observou um dos maiores crescimentos - em número de associados - da APEI) e contribuiu, activamente, para permitir um conjunto de dinâmicas que serviram de base a decisões associativas mais próximas, como seja a organização de dois Encontros Nacionais;
O Paulo Fernandes foi o primeiro Delegado eleito da Delegação Norte, tendo estado no grupo de profissionais que desenvolveu os esforços para que existisse uma primeira estrutura, germe da necessária descentralização. Nessa qualidade, realizou um “sem número” de acções de divulgação em zonas do interior nortenho, onde a APEI ainda nunca tinha chegado. Participou no projecto “O meu brinquedo..." como formador e também no primeiro estudo nacional sobre “Desenvolvimento de competências em educação pré-escolar", que esteve na génese das Brochuras da Matemática, Linguagem Oral e abordagem à escrita….
O Henrique Santos foi membro de duas anteriores Direcções, tendo estado na alteração de procedimentos administrativos e logísticos que permitiram, por exemplo, um crescimento sustentado da acção da Associação - alterações estatutárias, alteração dos processos de quotização, etc.) e foi também co-autor do projecto "O Meu Brinquedo é um livro" - agora "Crescer a ler" -, sem contar com a participação nos CEI (desde 1996) e na dinâmica “tecnológica” da APEI, como, por exemplo, o InformAPEI, a primeira página oficial de Internet e a construção de grupos de "mailling"...
A Leonor Albuquerque foi a directora do Centro de Formação de 2000 até 2006 (e membro eleito de uma Direcção de Abril de 2002 até 2008) que potenciou o crescimento exponencial da oferta formativa da Associação e esteve na comissão organizadora  de 3 Encontros Nacionais da APEI: IX (2001), X (2003) e XI (2005);
A Elvira Silva é Coordenadora dos Cadernos de Educação de Infância há mais de seis anos, tendo sido, com ela, que se procederam a alterações gráficas e estruturais que permitiram a mudança sustentada e adequada às novas dinâmicas associativas;
A Glicéria Gil, a Rute Moura e a Patrícia Ramos colaboram activamente em alguns dos Grupos de Trabalho da APEI (CEI, Avaliação, Creche, etc.) desde há bastante tempo...

A Mónica Rolo tem trabalhado com a APEI - pelo menos desde 2004 - no sentido de levar formação à zona Centro, e escreve mensalmente para a revista "Educadores de Infância" com o objectivo de fundamentar práticas, promover a reflexão, a criatividade e consciencializar para a importância de fugir "à papa feita"...

Todos os outros membros (e os outros imensos apoiantes) querem disponibilizar o seu tempo e o seu conhecimento numa lógica de inclusão e disponibilidade, manifestando um interessado envolvimento e vontade de colaborar.

Por tudo isto, a "história" da APEI é também polvilhada pela iniciativa de participação livre e disponível de muitos dos candidatos da LISTA B.

A Associação não é (não pode ser!) comparável a um feudo. E as dinâmicas de partilha e de colaboração devem ser abertas e distintivas da matriz associativa, devolvendo-se, assim, aos associados, independentemente de estarem ou não em Lisboa, de poderem ou não aparecer presencialmente com a assiduidade que a proximidade física possibilita, uma APEI forte e plural, organizada mas diversificada, estruturada mas maleável e adaptada às diferentes realidades do que é ser-se educador em todo o país e nos mais variados contextos profissionais.

Continuemos a fazer perguntas: será que não se pode traçar outras metas, rasgar novos horizontes de trabalho para além da tranquila continuação de caminhos já consolidados, importantes, sem dúvida, mas que o serão tanto mais, quanto possam também servir de alicerce e de trampolim para novos voos, novas apostas?

E continuemos a perguntar: para além de dar continuidade e aprofundamento, muito lógicos e desejáveis, a parcerias com quem já nos conhece e nos respeita, será que não é igualmente importante alargar essas parcerias a outras organizações que ainda não nos conhecem e com as quais há todo um percurso colaborativo a construir?

Para que seja possível fazer mais (+APEI) é preciso informação, reflexão e acção. Vota! Não fiques à espera que "as coisas aconteçam!" Não fiques a achar que outros, seja que outros forem e seja por que razões forem, podem e sabem por/sem ti, decidem por/sem ti, agem e constroem por/sem ti.

O Movimento +APEI – Lista B

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Processos claros precisam-se!

Por Glicéria Gil 
Não me parece que o processo adoptado pela APEI para contactar os seus associados, fornecendo-lhes indicações de como votar, seja preciso e claro.
Não vou aqui referir como o processo está a ser encaminhado, porque o mesmo é do conhecimento de quem visita este ou o blog da concorrência.
Estou a pensar nos ASSOCIADOS QUE IRÃO VOTAR POR CORRESPONDÊNCIA E QUE NÃO TÊM ACESSO ÀS INFORMAÇÕES DA APEI.
Após terem recebido o voto em casa e ter-se iniciado a "confusão", foi, posteriormente enviado em formato "e-mail" (mas que nem todos a receberam) a indicação de que "caso já tivéssemos votado antes destas  indicações entrássemos em contacto com a APEI". Também é sugerido, nessa mensagem, que "passemos a palavra"...
Se quiserem pensar no assunto ponderem nas consequências deste tipo de acções, que parecem partir do princípio que só existe uma lista. O busílis da questão é saber em qual das listas é que a APEI estava a pensar quando elaborou os boletins e enviou a informação aos associados...
Ah! como eu gosto de "voar" ... as "vistas" lá por cima são claras e luminosas.


"Fernão Capelo Gaivota"



segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Dinamizar Eleições com as TIC

Por Ana França

“Eleições” é sinónimo de movimento.

“Eleições” com mais de uma lista é indicador de vivacidade.

Os tempos mudam e, actualmente, não se pode pensar em intervenção cívica e social sem “pensar” uma campanha eleitoral situada no espaço ampliado de comunicação que a Internet possibilita.

“Pensar” em comunicação mediaticamente assistida já não é equacionar uma realidade distante. É pensar no dia-a-dia, no como fazer quotidiano, em que, nos últimos anos, se abriu um espaço/tempo de ligação e relacionamento plural, alargado e modulado em novas oportunidades de exposição, debate, reflexão e partilha das temáticas em presença – em suma, é sinónimo de actualidade.

É esta dinâmica, com todas as possibilidades, recursos e experiências de comunicação que possibilita, que se desencadeou e que temos estado a viver no actual processo eleitoral. Todo este manancial de VIDA, MOVIMENTO e COMUNICAÇÃO, no seio de uma Associação de “pequeno porte”, no mundo associativo, como é a APEI, é sinal de empenhamento e de criatividade, de vontade de participar e de colaborar, e as redes sociais (de carácter, eminentemente “virtual”) potenciam a colaboração, animam a partilha, enriquecem a análise, a discussão de temas, de ideias, de convicções… Em suma, envolvem as pessoas e desmistificam as hierarquias na posse dos saberes e das opiniões – todos são verdadeiramente livres e simultaneamente responsáveis por colaborar e participar. E não será este o cerne fundamental da ideia de associação?

Visito diariamente o blogue MaisAPEI, da Lista B – é normal, é a “minha” Lista. Visito também o blogue APEI com Futuro, da Lista A. E penso: que bom, este processo, em que se alargam campos de opinião e se traçam perspectivas de como avançar, fazendo da APEI uma Associação viva, participada e actual, ao serviço da Educação de Infância e dos Educadores que a ela se dedicam. Sinto expectativa e entusiasmo. Pelo processo eleitoral que está em curso, em si mesmo. É sinal de democraticidade, de pluralidade, de participação empenhada! Mas também de crescimento, de maturidade, de emancipação. A APEI é de todos nós, e uma das coisas que ressalta deste “debate” assistido pela tecnologia disponível (com a Internet à cabeça) é a prova de que nos importamos…

Não se sabe se é a nossa Lista B – a lista da Equipa que um dia, se lançou nesta aventura de fazer acontecer mais que uma proposta para dar continuidade à vida da APEI – que vai ganhar.

Assim como não se sabe se é a Lista A – a lista da Equipa residente, que tem estado à frente da APEI – que ganhará, dando continuidade ao seu mandato.
Mas, acima de tudo, o que importa sublinhar é que existem duas Listas – existe, por isso, saúde associativa, vitalidade, participação, pluralidade de opiniões e de linhas programáticas.

Importa também dizer, neste momento, que à Lista B, independentemente dos resultados eleitorais, fica claramente associado o facto histórico, na vida da APEI, de ter provocado este movimento, esta forte e proactiva força de participação: não é a primeira vez que acontecem duas listas, dois projectos, duas propostas, dois motivos para pensar e reflectir a nossa Associação, mas é a primeira vez que acontece um verdadeiro debate de ideias em torno da missão da Associação!

Esta ideia de que estamos a fazer nascer um novo ciclo na APEI, de que estamos a implementar um movimento de debate e de participação que deverá ir para além do dia 4 de Fevereiro, é um tema de opinião e reflexão recorrente e consensual em muitos dos educadores que se têm manifestado, neste tempo de campanha, que é importantíssimo salientar. Estamos perante uma dinâmica que nos deve levar a interrogarmo-nos (nas duas listas, obviamente) sobre o vigor e a pertinência dos projectos que temos, independentemente do resultado: quer seja a vitória quer seja a derrota, saberemos nós (nas duas listas, obviamente), desde já, posicionarmo-nos proactivamente, dizendo ‘sim’, inequivocamente, à participação que poderemos dar à APEI, para além deste tempo de eleições?

E, não menos importante, saberemos nós (nas duas listas, obviamente), uma vez anunciada a Equipa que ganhou, dar espaço e receber democraticamente opiniões, propostas e críticas construtivas de pessoas afectas à lista contrária? Porque de facto é disto que se trata: sabermos (nas duas listas, obviamente) se, para além desta campanha e das palavras ditas e escritas, estamos seriamente empenhados em ir para além de declarações de intenções e efectivamente procurarmos estratégias que consubstancializem esta ideia de que a APEI é de todos e para todos.

É que o tempo de eleições não vale por si só, não existe para si próprio; vale em função de um caminho que se abre logo após, ou seja, citando uma opinião consensual na Lista B, deveremos ter a consciência e a lucidez de ver para além de uma campanha eleitoral. Devemos claramente dizer que estamos aqui, neste processo, pela Educação de qualidade e, quer venhamos a ser Órgãos Sociais agora, mais tarde ou nunca, a nossa posição não deixará de ser em prol dessa qualidade. O que só dignifica e enriquece a nossa classe profissional, pois somos todos Educadores.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Pois, isto de blogs tem que se lhe diga

Por Glicéria Gil 
Os blogs são isto mesmo. Ferramentas poderosas que podem colocar as pessoas em interacção no ciberespaço. Esta é uma das vantagem dos blogs na educação, na política, na saúde ou simplesmente para nos tornarmos aprendizes e mestres. Contudo, blogar ou se quiserem navegar pela blogosfera tem regras. Obedece a normas. Tem ética (porque a acção do Homem projecta-se no futuro). Os bloguistas com mais experiência sabem disso. Também sabem como receber e fazer comentários. Sabem que o mundo não é a preto e branco, nem cinzento. Que as opiniões respeitam-se e as divergências ainda mais. Também reconhecem o medo, o desespero, a aflição que muitas vezes se esconde atrás da subtileza de um comentário e vice-versa.
Hoje, em fim de domingo, prestes a iniciar uma nova semana de trabalho e reflexão sobre  atitudes, comportamentos, esperanças, temores, satisfações, motivações, alegrias encontrei estas frases. Partilho-as porque considerei-as oportunas para este período. Espero que sejam úteis a quem delas precisar.
Tenham uma boa semana!
Só é lutador quem sabe lutar consigo mesmo.
Carlos Drummond de Andrade
Querer vencer significa já ter percorrido metade do caminho.
Paderewsky
O medo de perder tira a vontade de ganhar.
Wanderley Luxemburgo
A arte de vencer se aprende nas derrotas.
Simon Bolívar
Quanto maior são as dificuldades a vencer, maior será a satisfação
Cícero

Vencer todos os dias sem Medo das palavras
Edson Rufo

sábado, 23 de janeiro de 2010

Bom dia

Por Glicéria Gil 
Não quero deixar de partilhar este vídeo convosco. Tentarei sempre que possível deixar por aqui "algo" que nos agite, nos leve a reflectir, mas que não nos deixe indiferentes, especialmente a nós educadores que diariamente interagimos com crianças e queremos que TODAS cresçam felizes. O repto alarga-se a todos os visitantes deste blog, quer sejam apoiantes da  LISTA B,  LISTA A ou simplesmente apoiantes da EDUCAÇÃO DE INFÂNCIA. Assistam ao vídeo, reflictam e se acharem por bem comentem. 
Bom dia e já agora bom fim-de-semana. 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

"Brincar" com Palavras

Por Ana França

E se, para lá da educação - bem, quero com isto dizer, entenda-se, 'educação' em 'formato profissional, técnico, conceptual' (pois, de facto, será que, na "experiência de ser-se Humano", há algo que se situe fora do conceito de educar?) - brincássemos com palavras mágicas, daquelas que alargam horizontes?

E se agora falássemos de educação num 'formato mais coloquial' e soltássemos palavras que nos provocassem um sabor novo, um sabor a projectos a fervilhar, a ideias para pôr de pé, a dinâmicas para reformular e redescobrir?

E se, com esta "brincadeira de palavras", eu quisesse dizer-vos que temos uma profissão privilegiada, que nos permite, a cada dia, fazer acontecer um encontro de pessoas, uma construção de projectos, um experimentar de caminhos únicos, um acordar para um novo sentido a dar ao quotidiano?

É "por estas e por outras" que eu, quase que permanentemente, me pergunto - e o escrevo de novo: haverá alguma ‘experiência humana’ que possa desligar-se do conceito de educar?
   
E se vos deixasse agora com o meu jogo das palavras?

Pensei em palavras (nomes e acções) que as letras APEI, num piscar de olhos malicioso e bem-disposto, me poderiam estar a esconder... claro, num desafio de descoberta!

Lanço algumas… e quem quiser, por sua vez, que as relance de novo, que as acrescente, que as apague e substitua… porque 'isto de brincar' é uma coisa muito séria! Fiquem bem! E votem bem!

Cliquem sobre as expressões para ver...


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sinto-me...


Com vontade de partilhar alguns pontos convosco. Aqui vão:

1. Sinto-me motivada, enquanto educadora, quando leio: “O Movimento +APEI tem essa intenção: desenvolver um projecto distintivo, que se imponha pela adequação e pertinência, pela necessidade e pela acuidade”.

Porque EDUCAR é, para mim, acima de tudo desenvolver um projecto necessário, em que a acuidade para distinguir cada um dos implicados no processo, a pertinência nas opções a tomar e a escolha e a priorização das necessidades são pontos fulcrais. Como educadora, este pressuposto implica-me e faz-me avançar…


2. Sinto-me motivada, enquanto pessoa, quando leio: “Destacamos ser nossa vontade primordial apostar, sobretudo, em novas estratégias e em novas pessoas com vontade de aumentar, consideravelmente, o espaço de envolvimento e de participação dos Profissionais na vida associativa e nas acções de promoção educativa e pedagógica”.

Porque a PESSOA tem que ser sempre - e em primeira instância - implicada a mover-se por causas maiores e a envolver-se por desejos, vontades e emoções, que a levem a delinear estratégias de mudança e de participação activa. Quero saber que estou implicada num projecto ”com alma”, não apenas “com ideias”! Como alguém disse, o caminho faz-se caminhando. E para caminhar tenho que “lá estar” inteira! Como queremos que os nossos alunos aprendam a estar, como queremos que as famílias com quem trabalhamos tenham oportunidade de se manifestar e de participar. Como queremos que os profissionais de educação estejam, na vida e na profissão! "Para ser grande, sê inteiro...", diz Pessoa...


3. Sinto-me motivada como cidadã, quando leio: “Move-nos a vontade de promover um maior e mais amplo espaço de participação democrática entre todos na construção de actividades e estratégias que aumentem o espaço de reconhecimento e envolvimento da Educação de Infância em Portugal e, acima de tudo, reconheçam, nos profissionais de Educação de Infância, os mais destacados agentes desse esforço”.

Porque, citando Paulo Freire… Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.


4. Sinto-me motivada como pessoa e educadora, quando leio: “Move-nos a vontade de construir em conjunto, incluindo e integrando todas as sensibilidades, e alargar a outros públicos a vida associativa e a participação activa nas decisões e nos momentos marcantes da Associação”.

Porque sempre procurei posicionar-me pela aposta nas partilhas, nas colaborações, no aprender a ”ouvir os outros” e aprender a “fazer com eles” – e acho que EDUCAR é sempre um processo multifacetado, colorido, integrado e entusiasmante, precisamente por isso, por não poder SER, sem ser assim! Ainda bem!


5. Sinto-me motivada enquanto associada da APEI, quando leio: “Reconhecemos que a APEI não deve ser uma Associação baseada apenas em Lisboa e, por isso, é nossa intenção priorizar (através da chamada à acção de outros associados e outras sensibilidades, representativos de outras realidades regionais), a Associação como veículo de outros olhares e outras iniciativas”.

E quando continuo a ler: “Nesse sentido, a equipa que nasceu de um conjunto de ideias e análises variadas da condição da Educação de Infância e da Qualidade da Educação apresenta-se, acima de tudo, como uma equipa vocacionada para pensar e agir de acordo com a vontade dos associados, pretendendo dar-lhes efectiva voz e retomar antigas dinâmicas de participação regular, consubstanciadas em Encontros e em Formação de curta duração”.

E quando leio ainda: “Além destas principais linhas orientadoras, é também intenção deste conjunto de pessoas, preocupadas e envolvidas, retomar um conjunto de dinâmicas que se revelaram, ao longo da vida da APEI, como distintivas da sua condição de parceiro fundamental, designadamente aquelas que dizem respeito à promoção de actividades de e para associados, em detrimento das actividades dirigidas, essencialmente, para a promoção da Associação”.

Porque... Bem, acho que não preciso de explicar porquê…


6. Sinto-me feliz e orgulhosa quando percebo que há muita gente com vontade de fazer e de se implicar! “Mas, como referimos, é nossa intenção apostar numa Associação para os associados, do Norte ao Sul, da Madeira aos Açores”…
“A força da Associação reside na troca, na partilha, na disponibilização de informação, e será nesse objectivo que se apoiará toda a lógica organizativa do Movimento +APEI”.


7. E, porque (acho que) ainda vai a tempo, para todos um óptimo 2010!
Ana França

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009


Por Ana França

Apresentar um projecto de mudança é sempre uma mais valia!
Fazê-lo publicamente é uma aventura!
Nos tempos actuais, em que diariamente praticamos a 'comunicação com o mundo em tempo real', como não reflectir - e partilhar essa postura, para mais sendo, como somos, educadores - reflectir, dizia, na poderosa e fundamental ferramenta que temos entre mãos, esta de assumirmos de vez que vale a pena ultrapassar individualismos, que vale a pena ultrapassar lideranças fechadas sobre si, que vale a pena ultrapassar esta postura tão "portuguesa" de continuarmos a viver o eterno medo de experimentar o que "sai fora do status quo" e de errar e de aprender a reconstruir a partir do erro...
Porque certamente advogamos estas formas de estar em relação aos nossos alunos, então para quando adoptá-las também entre nós, educadores, pares e parceiros nesta tarefa de educar para novas mentalidades, para formas verdadeiramente (e não apenas formalmente) colaborativas de trabalhar, investigar, partilhar, divulgar e crescer na profissão...
Para mim + APEI significa essa possibilidade, esse sonho (para concretizar!) de "fazer com os outros" e de "peito aberto", com a autenticidade de quem somos, que nos permitirá reformular e reconstruir sempre que necessário...
Resta que a aproveitemos e a façamos crescer, apenas porque vale a pena, esta vontade de experimentar caminhos para percorrer caminhando, à descoberta de ir mais além, com responsabilidade e capacidade de colaborar.